Sinopse
Arturo Ferraz foi contratado para recuperar as vozes daquela casa. Não esperava encontrar uma que o fizesse querer ficar.
Após a morte de um maestro consagrado, Arturo chega à serra para organizar um acervo de gravações. O trabalho deveria terminar com a entrega dos arquivos e a volta ao Rio. Mas Theo Azevedo ainda vive entre os objetos que a família começa a separar, e reage a cada caixa retirada como se estivessem decidindo, mais uma vez, o que merece restar de sua vida.
Bonito, desconcertante e ferido por uma história que conta aos poucos, Theo desperta em Arturo um desejo difícil de manter à distância. A intimidade cresce nos dias de trabalho, nas refeições compartilhadas, nas noites em que ir embora deixa de parecer uma boa ideia. Quando percebe, Arturo já quer defendê-lo de pessoas que mal conhece.
Só que as gravações contradizem algumas de suas certezas. E há algo em Theo que escapa até às perguntas certas: uma voz em uma fita antiga, uma semelhança numa fotografia, a impressão de que aquela casa guarda mais tempo do que deveria.
À medida que o passado vem à tona, Arturo precisa encarar o quanto de si colocou na necessidade de salvar aquele homem. Theo terá de escolher o que fazer com a raiva que o manteve de pé, agora que ela também ameaça quem se aproxima.
Divina Ruína é um romance entre dois homens marcado pelo desejo, pela vingança e pela beleza inquietante de uma intimidade construída entre versões do passado. Uma história sobre o que fazemos com a dor quando, enfim, alguém aceita escutá-la.






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