Érika aprendeu cedo que era ela quem segurava as pontas. Na horta onde trabalha pelo sustento da família e na vida, sempre foi o esteio — a que fica, a que resolve, a que carrega sem reclamar.
Tereza cresceu sabendo que queria mais: mais justiça, mais mundo, e em silêncio, mais de uma mulher que nem percebia que era desejada desde a adolescência.
Para o mundo, ela é Kika. Para a Kika, ela sempre foi Terê — e só ela tem esse direito.
Quando a vida finalmente as coloca no mesmo lugar, o que nasce entre elas é real — e é muito. Tem tensão que vai crescendo devagar, tem toque que parece inocente e não é, tem noite que começa numa cama de solteiro e termina com as duas sabendo que não há mais volta.
O desejo que Tereza guardou pela afilhada da sua avó por anos encontra, enfim, uma mulher ... Leia mais
Breno, depois de receber vários convites diferentes para a mesma festa — mesmo que ele não fosse a muitas — decide ir. Se soubesse o que o destino lhe reservava. Talvez ele preferisse ficar em casa, ou talvez, tivesse se arrumado ainda mais cedo para ser o primeiro a chegar. Já que a vida não é dividida entre certezas como, por exemplo, no caminho A encontrarás apenas felicidade e no B apenas desilusões… Breno não podia sequer imaginar em que parte ele encontraria coisas positivas e em quais partes não.
Voe Alto, reflete as escolhas e consequências, mas principalmente o que aprendemos com isso, como nos comportamos e quanto olhamos para nós mesmos da nossa própria perspectiva. Existem jeitos diferentes de contar a mesma história, mesmo que essa parte seja apenas questão de ponto de vista. Ainda assim, essa merecia ser contada.